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Setor imobiliário vê o ano de 2026 com cautela
Executivos de incorporadoras ouvidos pelo 'Estadão' veem a economia perdendo ritmo neste ano; segmento de moradias populares é aposta para novos lançamentos
Esperança na classe média
Também é diante da perspectiva de reaquecimento da classe média que a
incorporadora paulistana Magik LZ pretende retomar o ritmo de lançamentos
voltados a esse público no próximo ano, com imóveis que custam de R$ 700 mil a
R$ 2 milhões.
“As incorporadoras pararam de lançar para a classe média e, diante da escassez,
fizemos um lançamento nesse perfil que foi superbem em 2025. Esse público
precisa comprar, mas é preciso oferecer preço e viabilizar um produto diferente”,
comenta Ricardo Zylberman, sócio-diretor da empresa. A expectativa dele é que a
queda de juros impulsione a média renda.
Como reflexo dessa estratégia, a Magik LZ prevê quatro lançamentos dentro desse
perfil de preço no próximo ano. O MCMV, porém, não deve ficar de lado. Atualmente,
50% dos novos projetos são enquadrados no programa. “É um setor muito resiliente.
Existe um déficit de habitação muito grande”, diz o executivo, que não teme o
impacto do período eleitoral no setor.
Incertezas políticas
Para Zylberman, o fato de haver uma eleição presidencial não muda os planos da
incorporadora. “No dia seguinte à eleição, a vida continua. Todo mundo está vivo e
tem que trabalhar, tem que morar”, diz. “Independente do governo que assumir, de
direita ou de esquerda, ele não vai diminuir os incentivos para a habitação”, afirma.


